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Cruzeiro bate o martelo e encerra conversas com o Inter; relação azedou

O clima esquentou nos bastidores do futebol brasileiro. Cruzeiro e Internacional romperam relações após um imbróglio de mercado que deixou feridas abertas e, ao que tudo indica, sem prazo para cicatrizar. O estopim da crise foi o caso Vitão. O zagueiro de 25 anos esteve muito próximo de reforçar a Raposa, mas viu o Flamengo atravessar a negociação e fechar com o defensor do Inter.

Internamente, a leitura no clube mineiro é clara: o Cruzeiro se sentiu prejudicado pela condução do acordo por parte do Colorado. A informação foi revelada por Central da Toca e Samuca TV, veículos especializados no dia a dia celeste. O resultado? Conversas encerradas e portas fechadas, pelo menos por agora.

A ruptura atinge diretamente o meia Japa, uma das revelações da base do Cruzeiro. Sem espaço no elenco principal, o jogador entrou no radar do Internacional, que tentou um empréstimo de um ano para a próxima temporada.

Mas o cenário mudou drasticamente. Com a relação estremecida, a diretoria celeste não vê clima para facilitar qualquer negociação com o clube gaúcho. A tendência é que Japa permaneça na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.

Inter insiste, mas admite dificuldade

Segundo a Rádio Bandeirantes, o Inter ainda não jogou a toalha, mas reconhece que o desgaste com o Cruzeiro é um grande obstáculo. O interesse em Japa teria partido de Andrés D’Alessandro, ídolo colorado e que recentemente atuou como dirigente no clube mineiro — um detalhe que torna o enredo ainda mais sensível nos bastidores.

O impasse não parou em Japa. O zagueiro João Marcelo também esteve na mira do Inter e poderia ser envolvido no acordo por Vitão. No entanto, o defensor optou por permanecer e buscar seu espaço no Cruzeiro, descartando a mudança para o Rio Grande do Sul.

Análise: ruptura que pode custar caro

No futebol, relacionamento entre diretorias é ativo valioso. Quando ele se perde, negociações travam, oportunidades somem e jogadores acabam no meio do fogo cruzado, como é o caso de Japa. Para o Cruzeiro, a postura firme mostra proteção aos seus interesses após se sentir lesado. Já o Inter, que buscava peças jovens e acessíveis, pode ter fechado uma porta importante no mercado nacional.

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