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Cruzeiro: Éder abre o jogo sobre Gabigol na Europa (custo de R$ 91 milhões)

A turbulência da passagem de Gabigol pela Internazionale voltou aos holofotes após Éder, ex-atacante da Azzurra, comentar os bastidores da época e afirmar que o atual jogador do Cruzeiro tinha tudo para dar certo, mas faltou algo decisivo: paciência.

Em entrevista ao Charla Podcast, Éder que dividiu o vestiário da Inter com Gabi na temporada 2016/17, foi direto: “Ele tinha qualidade para c, você via nos treinos. Se tivesse um pouco mais de paciência, poderia ter jogado em nível muito alto lá fora.”*

Segundo o ex-atacante, Gabigol desembarcou na Itália com enorme expectativa após brilhar no Santos e ter custado € 25 milhões (R$ 91 milhões) ao clube italiano. Mas o começo não foi simples: apenas 10 jogos e 1 gol vestindo nerazzurro.

Concorrência pesada e físico abaixo

Éder contou que, logo de cara, Gabi encontrou um ambiente de forte disputa interna: “Lá tinha o Palacio, o Icardi, eu, o Banega… era difícil. No primeiro momento, talvez ele não estivesse no mesmo nível físico que a gente.”

Mesmo depois de evoluir na preparação física, a diretoria da Inter acreditava que o brasileiro precisava sair para ganhar experiência e aí veio o empréstimo ao Benfica, onde jogou só 5 partidas.

A Inter vivia um caos interno

Além do lado individual, Éder revelou que o momento do clube atrapalhou muito a adaptação: “Quando ele chegou, era transição pesada. Mudava técnico toda hora. Entra De Boer, sai De Boer, chega Pioli… Depois os chineses. Difícil render assim.”, um cenário nada favorável para um garoto de 20 anos recém-chegado da Vila Belmiro.

A volta por cima no Brasil

De volta ao Santos em 2018, Gabigol reencontrou o bom futebol, virou artilheiro do Brasileirão e foi vendido ao Flamengo, onde marcou 161 gols e conquistou 13 títulos, entrando para a história do clube.

Após o fim do contrato com o Fla em 2024, chegou ao Cruzeiro como principal contratação da temporada. Hoje, mesmo reserva por causa da fase absurda de Kaio Jorge, artilheiro do Brasileirão e da Copa do Brasil, Gabi já soma 13 gols e é o vice-artilheiro da Raposa em 2025.

Análise: o que essa fala muda?

A declaração de Éder reacende a discussão sobre a passagem de Gabigol pela Europa, muitas vezes tratada apenas como “fracasso”. O ex-companheiro escancara um ponto crucial: o contexto da Inter era caótico, e Gabi era jovem demais para ter carga de titularidade imediata.

Para o torcedor do Cruzeiro, fica um recado:
Gabigol ainda carrega características que encantaram a Europa, finalização forte, movimentação e ataque às linhas. Com confiança, minutos e ambiente estável, pode voltar a ser protagonista.

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